[Univille] Enturma v2.4.4

photo: ADRIANE SCHROEDER

ADRIANE SCHROEDER

Professor(a)

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Tenho dito Para jogar conversa fora. E tenho dito.

August 21 2008

Acredito que muitos conheçam a legendária revista MAD, uma das mais divertidas publicações a que já tive acesso. Nela, conheci o  "Livro do ódio", com listas de motivos para odiar determinada coisa, sempre acompanhada de ilustrações muito bem boladas.

Como não sei desenhar nem boneco-palito, terei de me contentar em publicar apenas a parte do texto. Deixo as gravuras a cargo da imaginação dos meus zilhões [sic] de leitores, que podem também acrescentar seus próprios ódios à lista.

Já houve uma publicação comentando o ódio às olimpíadas, então, se algum fã da Mad encontrar coisas similares aqui, por favor, não entendam como plágio, mas uma pequena homenagem desta fã de carteirinha do All Jaffe, criador do famoso livro, e uma brasileira que não agüenta mais ouvir falar em olimpíadas. 

 

O Livro do ódio para as olimpíadas .

Você não odeia....

.... Ouvir pela zilionésima vez o hino estadunidense?

.... A Imprensa falando na festa do esporte amador, sendo que os grandes vencedores são profissionais patrocinados até a alma?

... As inúmeras propagandas "criativas e bem-boladas" falando de promoção olímpica, preços olímpicos, recordes de descontos e assim por diante?

... Os atletas brasileiros levando coça por todo lado, chorando, sendo humilhados e cobrados por uma imprensa que não doa um único centavo ao incentivo dos esportes?

... Aquelas ginastas perfeitas, lindas, sendo descontadas por um erro que ninguém viu?

... As mesmas ginastas em prantos por terem cometido um erro visível a todos?

... O Galvão Bueno secando as ateltas femininas do futebol? E dizendo ser triste elas ganharem a prata olímpica - mesmo sem nenhum incentivo real ao futebol feminino no Brasil?

....O  Galvão Bueno em toda e qualquer situação numa olimpíada (e também fora dela)?

... Todo mundo puxando o saco da seleção masculina de futebol olímpico, que toda santa olimpíada volta de mãos abanando ou sem o sonhado ouro?

... Os Argentinos se deliciando com uma vitória sobre o time brasileiro, e mais uma vez se candidatando ao ouro olímpico?

... Ver países com pouquíssimos recursos e atletas levarem mais ouro que a pomposa delegação brasileira?

... Saber que na próxima olimpíada será exatamente igual, mas querer assitir assim mesmo?

 

 

posted by ADRIANE SCHROEDER at 13:12 | Comments (1) | Comment | Permanent link


August 15 2008

Quando eu soube que um grupo de queridos amigos tinha criado um blog, eu logo fiquei me remoendo pra pedir pra participar.

Afinal, eram pessoas que eu "conhecia" virtualmente há um bocado de tempo, com as quais travava - e ainda travo com algumas delas - longas conversas internéticas.

E, ainda por cima, o nome do blog tinha tudo a ver com uma frase que eu adoro repetir, usual aqui em Florianópolis e região: Talicosa, cositali, que descobri ser comum em outros lugares, com outros jeitos de ser dita. Eis que, em nossos papos virtuais, o blog surgiu e o nome foi retirado exatamente dessa expressão, ficando "Talicoisa", em vez de "talicosa", como nós procunciamos aqui.

O blog foi crescendo e criando um jeitinho todo seu. Recentemente, minha amiga Luna usou um texto que criamos em conjunto - "Antes isso do que...", uma doideira que foi criada entre os emoticons do MSN, e passei a cosntar como membro do blog assim, meio que por acaso.

Agora, ela me mandou um convite pra ser membro oficial de algo que já estava em meu coração há tempos.

Toda essa história pode ser acompanhada no próprio blog.  Eu, como boa Teóloga da Verdade Suporema e historiadora que sou, postei a "História Universal Talicôsica - Tomo I", que, claro, terá suas continuações.

Estar entre os talicosers com certeza está entre as coisas boas que me ocorreram neste ano de tanta turbulência pra mim.

Obrigada a todos os talicôrers por me aceitarem de pronto e com tão alegre acolhida!

Manhê, eu tou no Talicoisa!

:D

posted by ADRIANE SCHROEDER at 09:44 | Comments (2) | Comment | Permanent link


July 28 2008

Mas que coisa esses nossos medos

                                são?

Mais que nós eles nos

                               parecerão.

Uma palavra basta ao

                               pavor

e menos será preciso quando se

                               opor

o tal medo, ele novamente

                               (tão reticente).

Voejam com insistência

                               os medos sobre nossos sonhos.

São pedras que impõem resistência

                              a todo e qualquer caminho.

E podam as nossas asas,

                              apagam nossas brasas,

deturpam-nos os sentidos:

                             por tudo somos feridos....

Dizemos coisas tão previsíveis

                            com lágrimas tão incabíveis:

é apenas o medo, a zombar de tudo,

                          deixando o amor-próprio mudo,

regando a fragilidade

                         coberto de falsidades.

Eis o medo, ele outra vez!

                         A zombar de nossa insensatez,

a tornar-nos títeres em nosso palco,

                       cobrindo-nos de sentimentos mancos:

enquanto cultivamos tantos medos

                   sequer desconfiamos que aí está o segredo....

(Poema publicado a pedido de Luna, ela mesma, Sua Corcelidade Tântrica, a Sacerdotisa da Verdade Suprema)

posted by ADRIANE SCHROEDER at 17:57 | Comments (7) | Comment | Permanent link


July 19 2008

Incrível o que conversas pelo MSN e papos no Fórum do Garotas que Dizem NI são capazes de fazer.  Como já escrevi antes, o mundo virtual sempre nos surpreende, e às vezes lados obscuros - mas não necessariamente ruins - de nossa personalidade emergem. Até um "alterego" por vezes aparece e cria vida própria em meio às arrobas e pontocons.

Pois bem, em papos com minha amiga Luna, do Talicoisa, por algum motivo e sem que ninguém saiba direito como, ela foi reconhecida como a Musa do Corcel Azul-Calcinha. Foi numa discussão importantíssima sobre carros antigos e cores de automóveis, com as graças e as bênçãos do mestre Nanael Soubaim.

Em meio a todas essas ponderações sobre cores e títulos de Musa, eu e ela começamos a conversar sobre... as correntes de orkut e de e-mails, com suas indefectíveis remissões à tecla F5 e, recentemente, à F6. Promessas infindáveis de riqueza, glória e prosperidade, acompanhadas de ameaça à nossa família, saúde e sanidade mental caso rompêssemos as correntes. Não entendo bem como, começamos a confabular sobre uma seita.

Não, não tem lógica alguma, mas tentem acompanhar. Traçamos um plano para fundar uma seita que envolvesse o Corcel Azul-Calcinha, as teclas F5 e F6 e, claro, milhões em nossas contas-correntes. Não seria uma seita, mas uma A-ceita: aceita doações em dinheiro, cheques, jóias... Daí que nasceu a Verdade Suprema, nome bem modesto, aliás, da qual Luna foi declarada Sacerdotisa, já que era tambem Musa do nosso objeto de adoração, o Corcel. "É Deus no céu e nós no Corcel", como diz um dos nossos dogmas, retirados de dizeres populares. Enquanto tudo isto se desenhava, criamos ainda os "Poderes Tântricos Corcélicos", a poliandria da Sacerdotisa, a revelação feita a ela através das Quatro Perguntas da Sabedoria (isto vocês perguntem diretamente a ela) e outras "cositas más".

Criei, como Teóloga que sou, o termo Corcelizar, que é evangelizar me nome do Corcel e da Verdade Suprema, e Corceluia! que é o nosso Aleluia! Hoje toda essa confabulação de duas amigas criou vida própria e já se espalha sites afora.

Tudo isto pra dizer o quanto a internet pode ser divertida, liberar nossa imaginação e criar laços de amizade entre pessoas que sequer entraram em contato direto umas com as outras.

Sacerdotisa, este texto é uma pequena homenagem ao teu losho, opulência e abundância e em nome da Verdade Suprema! Corceluia!

posted by ADRIANE SCHROEDER at 10:37 | Comments (41) | Comment | Permanent link


July 04 2008

Uma das palavras mais plenas de significados, "tempo" é algo que nos alegra , mas também nos apavora. Acredito qu eo ser humano passou a se diferenciar quando passou a perceber o tempo.

Temido e adorado, o tempo está na mitologia de alguns povos como um deus; é conhecida a versão grega de Cronos, deus do Tempo, gerando a História (Clio) e devorando aos próprios filhos, antes de ser assassinado por seu filho Zeus. Matar, aqui, pode ser entendido commo tentativa de domesticar? Talvez, assim como também pode ser uma metáfora da busca da eternidade - a ausência do tempo, outra questão que traz tanto medo e sonhos à nossa espécie.

Desde que percebeu o tempo, o humano tenta executar estas duas impossíveis tarefas: domesticar e extinguir o tempo. Nas paredes das cavernas, nos relógios de sol, nos calendários, na astrologia, em todo tipo de arte humana há a busca de seu controle e reflexões sobre ele. Nas mumificações,  templos e religiões está cristalizada a tentativa de alcançar a eternidade, em que o tempo inexiste.

O tempo ainda é um deus terrível, e não sabemos se corremos contra ele ou ao encontro dele, mas sempre que possível tentamos fugir dele, apagar seus sinais, mascarar seus efeitos. Mas, por outro lado, erguemos altares para ele em toda parte, nos muitos relógios que espalhamos por aí - estão nos pulsos, nos celulares, no computador, nas ruas, nas igrejas. Diversas são as fantasias em torno de voltar ou avançar o tempo, ou até reviver um momento eternamente.

O tempo e seu andamento domina nossos assuntos, e cada ano que passa parece ir mais rápido que o anterior. "O tempo passa e nós voamos", disse o rei Salomão.  Talvez o importante seja, afinal, aprender a usar melhor o tempo que temos, para, enfim, pelo menos acreditar que o domesticamos.

 

posted by ADRIANE SCHROEDER at 17:09 | Comments (2) | Comment | Permanent link


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